Ela escreve, ele fotografa. Os dois, agora juntos num segundo capítulo.

Férias, dias 5 e 6: voltar à estrada com uma pit stop em Lausanne

O nosso regresso à estrada e a nossa passagem por Lausanne podem resumir-se numa única palavra: calor! Fizemos o caminho entre o Mont Blanc e Lausanne por uma estrada nacional ao invés de escolhermos a auto-estrada. Pudemos assistir ao fervor com que os franceses preparam cada etapa do Tour, já que no dia seguinte a Volta à França iria passar por ali. Inúmeras auto-caravanas estavam já instaladas à beira da estrada para poderem conseguir o melhor lugar para aplaudir os ciclistas. Demorámos o dobro do tempo que nos levaria pela auto-estrada mas fomos na calmas, entre aqueles sítios à beira da estrada pelos quais ninguém dá nada e propriedades de sonho, em que se multiplicavam parapeitos floridos e fardos de palha a perder de vista.

Já tinha aterrado uma vez em Lausanne, em trânsito para Montreux e sem um minuto disponível para visitar a cidade. Desta vez, tínhamos todo o tempo do mundo mas simplesmente era difícil respirar com o calor que fazia. Cruzámos todo o centro da cidade de carro, observando como as pessoas se tentavam refrescar e descemos até ao lago Leman: precisávamos de água em todas as suas formas! Conseguimos estacionar debaixo do Sol inclemente e perto do Museu Olímpico, onde alguns turistas se abrigavam do calor. Passeámos junto ao lago, tentando aproveitar todas as sombras, enquanto procurávamos um sítio para comer. Depois desse almoço mediano (a preços suiços, claro está!), voltámos a chegar perto do lago mas todos suávamos, a garrafa de água já estava quente, não corria uma leve brisa sequer. Às quatro da tarde, só nos parecia haver uma solução: o nosso quarto de hotel!

E assim se acabou Lausanne para nós. Preferimos tomar banho, refrescar e acalmar os miúdos enquanto víamos a etapa do Tour debaixo de chuva, quando nós tínhamos deixado para trás um céu tão limpo. Preparámos tudo para estarmos de pé às seis da manhã, que o dia seguinte ia ser bem longo: nove a dez horas de caminho até chegarmos a metade do nosso percurso, Irún.

A história destas partes da viagem é sempre a mesma: ligamos o ar condicionado, vamos escolhendo música, os miúdos vão-se queixando/chorando/gritando porque estão aborrecidos/com sono/cheios de fome e todos chegamos ao final contentes por nos termos aguentado durante tantas horas seguidas. Foi bom estar mais fresco em França e a nebulosidade ajudou a tornar esta parte do percurso menos penosa, o que se manteve até ao País Basco. Depois... Depois, foi a vez das planícies torradas pelo Sol desde Vitória até Cáceres, onde saímos da auto-pista em direcção a Valencia de Alcantara. Mais nove horas de viagem, apenas simples de suportar porque sabíamos que, no final, era a nossa casa que estava à nossa espera.

Férias, dias 7 a 21: calor a Norte, a Centro e a Sul

Férias, dia 4: contemplar o Mont Blanc