Ela escreve, ele fotografa. Os dois, agora juntos num segundo capítulo.

Meng Lëtzebuerg #3: o dia nacional é uma festa!

É difícil explicar porque raio partilhei daquele orgulho nativo quando, pela primeira vez, assisti às festividades do dia nacional aqui no Luxemburgo. Antes de vivermos aqui, nunca tinha vivido num país comandado por um monarca e muito menos tinha imaginado viver no único Grão-Ducado do mundo e por isso era difícil entender a reverência com que as pessoas olham para os seus soberanos. Não é que agora o entenda perfeitamente mas pelo menos agora parece-me mais natural. Especialmente quando reparei que em todas as montras pelas quais passámos havia uma fotografia do casal real, numa clara demonstração de carinho.

O dia nacional do Luxemburgo serve também para comemorar o aniversário do Grão-Duque, apesar do aniversário deste se assinale realmente em Abril. Há todo um programa de festas que termina na véspera (dia 22 de Junho) com um monumental espectáculo de fogo de artifício e que se estende ao dia seguinte com uma parada militar na maior avenida da capital (a avenida da Liberdade, nem mais). Há bandeirinhas a serem agitadas pela multidão, misturam-se os turistas com os locais e desfilam todos os ramos das forças armadas, da polícia e da Cruz Vermelha. Vi os camiões mais incríveis, uma belíssima frota motorizada e tudo parecia acabado de comprar. Passaram desminadores e cães polícia, helicópteros e aviões de guerra e reconhecimento, todos a saudarem a família real. O Grão-Duque passou revista às tropas, muito sério e composto, enquanto a Grã-Duquesa o esperava no palanque.

Quando terminaram as cerimónias, foi altura de procurar um sítio para almoçar. O dia de festa nacional não prevê apenas estas celebrações oficiais: aparecem em várias praças da cidade barracas a venderem comida (as salsichas são rainhas!) e bebidas (há quem não dispense um copo de champanhe, não importa a que horas), bem como barracas de quermesse e carrosseis para os miúdos. O programa oficial é muito bonito mas ao povo o que é do povo!

Férias, dia 1: o minúsculo Lichtenstein

A Portugal, neste dia que é o seu